sábado, 26 de fevereiro de 2011

Sobre impressão digital

Devido as novas tecnologias que envolvem a Impressão Digital, nota-se um aumento da popularidade deste tipo de impressão e um destaque devido ao grande interesse do mercado gráfico em geral. Isso vem acontecido devido a troca das impressões convencionais (offset) onde as impressoras necessitam do fotolito para as impressões diretas realizadas via computador, sem o uso do fotolito.

Com os recursos disponíveis pela impressão digital, ficou mais fácil realizar impressos dos mais variados tipos e forma, na quantidade que nos for conveniente, não tendo a limitação de uma quantidade mínima que era necessário, sendo um enorme avanço para o mercado gráfico.

Essa tecnologia envolvida nas impressoras digitais, oferecem uma boa qualidade de impressão final, mas ficam um pouco atrás da qualidade de impressão do processo Off Set. As impressoras digitais podem fazer impressões em diversos tipos de papel, porém com algumas limitações de suportes e gramaturas.

O que faz a impressão digital ter tanto destaque é que elas trabalham com a tecnologia de retículas e uma boa agilidade com os tipos de impressões.

Em relação ao custo, a impressão digital possui custos variáveis, pois seus gastos estão ligados diretamente à quantidade a ser impressa, papel e tinta. Ou seja, os custos da impressão digital pode ser até 10X mais elevado que no offset, mas a vantagem é que você pode imprimir de acordo com sua demanda, mesmo que ela for baixa!

Tipos de Papéis

Quando você ouve falar em formatos de papel, o que vem a sua mente? Formato A4 ou Carta que vendem na papelaria da esquina?

Os formatos de papel vão muito além do “A4″ e do “Carta”.

Tão importante quanto saber os tipos de papéis existentes, os formatos também devem receber atenção especial, isso porque as máquinas gráficas trabalham com os mais variados formatos e consequentemente os fabricantes e fornecedores de papel comercializam os mesmos também através desses formatos pré-exitentes.

Hoje, alguns formatos especiais são utilizados com frequência objetivando um melhor aproveitamento do papel, mas, mais uma vez são esses formatos pré-exitentes que “comandam” o mercado.

O principal formato é o “DIN”. Este é um formato de papel padrão e utilizado como referência no mundo todo.

Calcular o tamanho de um tamanho de papel no formato DIN é muito fácil. Basta você saber que o maior tamanho para esse formato é o 841 x 1189 mm mais conhecido como A0. Para cada sub-formato basta dividir o lado maior do formato anterior por 2, assim:

A0 = 841 x 1189 (lado maior de A0) mm;
A1 = 841 x 1189/2, ou seja, 594 mm;
A1 = 841 (lado maior de A1) x 594 mm.

A2 = 841/2 x 594 mm;
A2 = 420 x 594 (lado maior de A2) mm.

A3 = 420 x 594/2 mm;
A3 = 420 (lado maior de A3) x 297 mm.

A4 = 420/2 x 297 mm;
A4 = 210 x 297 mm. (Olha aqui o tão famoso A4 vendido nas papelarias.)

E assim por diante.

Outros dois formatos muito utilizados especialmente no Brasil, são o formato AA e o formato BB, especialmente o BB 66×96 que é o formato de papel mais comercializado hoje no mercado gráfico.

Para facilitar a sua vida e não precisar ficar dividindo os formatos por aí, segue abaixo 3 tabelas com os tamanhos de todos os formatos utilizados, mas agora você já sabe como eles surgiram e como chegar neles.
Formatos de papel

Formato DIN

A0 – 841 x 1189 mm
A1 – 594 x 841 mm
A2 – 420 x 594 mm
A3 – 297 x 420 mm
A4 – 210 x 297 mm
A5 – 148 x 210 mm
A6 – 105 x 148 mm
A7 – 74 x 105 mm
A8 – 52 x 74 mm
A9 – 37 x 52 mm
A10 – 26 x 37 mm
A11 – 18 x 26 mm
A12 – 13 x 18 mm

Formato AA

AA – 76 x 112 cm
A – 56 x 76 cm
½ A – 38 x 56 cm
¼ A – 28 x 38 cm
1/8 A – 19 x 28 cm
1/16 A – 14 x 19 cm
1/32 A – 9 x 14 cm

Formato BB

BB – 66 x 96 cm
B – 48 x 66 cm
½ B – 33 x 48 cm
¼ B – 24 x 33 cm
1/8 B – 16 x 24 cm
1/16 B – 12 x 16 cm
1/32 B – 8 x 12 cm

“Formatos de papel” é apenas um dos muitos assuntos abordados na formação “Produção Gráfica Digital”, ministrada no Instituto Infnet.

Leonardo Cabral
http://leocabral.com

Formatos de Papel

Quando você ouve falar em formatos de papel, o que vem a sua mente? Formato A4 ou Carta que vendem na papelaria da esquina?

Os formatos de papel vão muito além do “A4″ e do “Carta”.

Tão importante quanto saber os tipos de papéis existentes, os formatos também devem receber atenção especial, isso porque as máquinas gráficas trabalham com os mais variados formatos e consequentemente os fabricantes e fornecedores de papel comercializam os mesmos também através desses formatos pré-exitentes.

Hoje, alguns formatos especiais são utilizados com frequência objetivando um melhor aproveitamento do papel, mas, mais uma vez são esses formatos pré-exitentes que “comandam” o mercado.

O principal formato é o “DIN”. Este é um formato de papel padrão e utilizado como referência no mundo todo.

Calcular o tamanho de um tamanho de papel no formato DIN é muito fácil. Basta você saber que o maior tamanho para esse formato é o 841 x 1189 mm mais conhecido como A0. Para cada sub-formato basta dividir o lado maior do formato anterior por 2, assim:

A0 = 841 x 1189 (lado maior de A0) mm;
A1 = 841 x 1189/2, ou seja, 594 mm;
A1 = 841 (lado maior de A1) x 594 mm.

A2 = 841/2 x 594 mm;
A2 = 420 x 594 (lado maior de A2) mm.

A3 = 420 x 594/2 mm;
A3 = 420 (lado maior de A3) x 297 mm.

A4 = 420/2 x 297 mm;
A4 = 210 x 297 mm. (Olha aqui o tão famoso A4 vendido nas papelarias.)

E assim por diante.

Outros dois formatos muito utilizados especialmente no Brasil, são o formato AA e o formato BB, especialmente o BB 66×96 que é o formato de papel mais comercializado hoje no mercado gráfico.

Para facilitar a sua vida e não precisar ficar dividindo os formatos por aí, segue abaixo 3 tabelas com os tamanhos de todos os formatos utilizados, mas agora você já sabe como eles surgiram e como chegar neles.
Formatos de papel

Formato DIN

A0 – 841 x 1189 mm
A1 – 594 x 841 mm
A2 – 420 x 594 mm
A3 – 297 x 420 mm
A4 – 210 x 297 mm
A5 – 148 x 210 mm
A6 – 105 x 148 mm
A7 – 74 x 105 mm
A8 – 52 x 74 mm
A9 – 37 x 52 mm
A10 – 26 x 37 mm
A11 – 18 x 26 mm
A12 – 13 x 18 mm

Formato AA

AA – 76 x 112 cm
A – 56 x 76 cm
½ A – 38 x 56 cm
¼ A – 28 x 38 cm
1/8 A – 19 x 28 cm
1/16 A – 14 x 19 cm
1/32 A – 9 x 14 cm

Formato BB

BB – 66 x 96 cm
B – 48 x 66 cm
½ B – 33 x 48 cm
¼ B – 24 x 33 cm
1/8 B – 16 x 24 cm
1/16 B – 12 x 16 cm
1/32 B – 8 x 12 cm

“Formatos de papel” é apenas um dos muitos assuntos abordados na formação “Produção Gráfica Digital”, ministrada no Instituto Infnet.

Leonardo Cabral
http://leocabral.com

Cores na impressão offset

E agora continuando nossa série de dicas, vamos falar sobre algo que tem dado muito retrabalho para quem trabalha com gráficas e pode mudar muito no resultado final do seu trabalho. A reprodução das cores. Isto. A diferença entre as cores que desejamos e as cores que estão em nossos impressos. Então abaixo segue 10 dicas para ajudar você a não ter mais este problema.

cores.jpg

1 – Ajustes de cores e perfis.

Todos que trabalhamos com design já temos alguns softwares que utilizamos para criar os trabalhos. Seja um para desenho, outro para edição de imagens e outro para finalização. Mas é importante que todos tenham a mesma configuração na suas cores. Se não já começaremos a ter diferença das cores entre os próprios softwares. Existe um site chamado www.eci.org que tem os melhores perfis para impressão. Mas você já pode ligar para sua gráfica e verificar qual o perfil de impressão utilizado. Assim você configura certinho em seus softwares.



2 – Visualização adequada no monitor

Aquilo que se vê no monitor deve se aproxima, em valor corimétricos, aos valoes contidos no arquivo digital sendo observado. Vamos considerar que você faça seu trabalho em um único monitor. Isso facilita. Agora se utiliza vários é importante observar se existe alguma diferença. Seja um monitor CRT ou LCD, exige configuração de cores. E este processo deve ser revisto uma vez por mês. Afinal existem muitas coisas que alteram a cor de um monitor.



3 – Conferindo as cores

Existe um problema na conferência das cores em sua prova final. Conhecido como metamerismo. Esse nome complicado e com definição mais complicada ainda pelo dicionário, é a sensação de visualizarmos duas cores em um ambiente e acharmos as cores iguais e observamos em outro ambiente e acharmos as cores diferentes. O metamerismo é capacidade do aspectral de cores ser igual independente do ambiente. Por isto a importância da iluminação padronizada. A iluminação em cabines de visualização é neutra e adequada para correta observação e aprovação de trabalhos.

4 – Visualizando as mesmas cores.

Todos sabemos que as cores são um fenômeno que depende muitíssimo das condições de iluminação e do ambiente circunstante. Sempre importante utilizar cabines de visualização ou um local com paredes neutras, cores em cinza e luz indireta do sol. Lembrando de comparar as provas impressas com o monitor para poder fazer possíveis ajustes.

5 – O efeito adjacente

O ambiente em que avaliamos as cores de um trabalho pode influenciar no resultado final do trabalho. Porque podemos ter uma percepção errada da cor. Isso é chamado de efeito adjacente. E justificam a importância de termos cores neutras em áreas ao redor das mesas e locais de avaliação de provas e impressos.

6 – Material adequado para cada trabalho

Existem vários tipos de papel. Isso muda e muito o trabalho final. Se você utilizar um papel com maior ou menor absorção. Para obter bons resultados, procure utilizar papéis sem bloqueadores óticos, ou seja, os papéis devem ser levemente “amarelados”. Isso garante uma consistência entre os resultados visualizados.

7-Padrões de tinta.

Já que falamos dos tipos de papel, agora temos que nos preocupar com o tipo de tinta. Existem normas que controlam o resultado de sua sobreimpressão e das cores terciárias. A norma ISO 2846-1 é aquela que define os padrões de cor e transparência das tintas offset. Confirme com sua gráfica se ela utiliza tintas dentro desse padrão. Também verifique se a sequencia é CMYK ou KCMY. Outras sequências devem ser evitadas.

8 – Cores especiais

Existem muitas razões para se utilizar cores especiais em um trabalho impresso. Para manter a cor de uma marca, preservar sua identidade ou algum motivo especial do impresso. Também temos as tintas metálicas, assim como os pantones. Por isso ao utilizar cores especiais certifique de configurar as cores no seu software de criação, como seu valores lab.

9 – Utilizando CMYK

Devemos tomar cuidado para trabalharmos sempre com CMYK quando o trabalho final for impresso. Pois se deixarmos para ser feita a conversão de RGB para CMYK pelo próprio software poderemos perder qualidade.

10- Padronizar as terminologias.

No mercado gráfico existem muitas palavras que são do meio e que tem um significado diferente para cada pessoa. Os termos como “sujo”, “lavado”, “muito quente” podem ter significados diferentes para cada pessoa. Por isso tente alinhar a comunicação entre as partes para garantir um trabalho de qualidade e com pouca dor de cabeça.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Promoção! Fiquem ligados...

Para a semana próxima haverá promoção de 15% nos cartões para pagamento à vista.

1000 Cartões Industriais - R$ 60,00
1000 Cartões c/ Laminação Fosca - R$ 97,00
1000 Cartões c/ Laminação Fosca + Verniz Local - R$ 127,00

Como fazer uma arte para impressão em gráfica?

Tendo em vista as dificuldades já passadas em diversos tipos de trabalhos gráficos feitos por nós, disponibilizamos algums dicas de como certas dores de cabeças podem ser evitadas.

Quando desenvolvemos alguma arte para web, geralmente suas imagens estão com 72 dpi, que é o padrão para a resolução da tela. Para muitas impressões, você irá precisar de 4x mais do que essa resolução: 300dpi.

Se você tenta imprimir seus arquivos gráficos com 72 dpi vai acabar tento como resultado, imagens embaçadas e sem qualidade no papel. Certamente não é isso que você quer nem para você e nem mesmo para seu cliente.

Se seu design foi feito com 100% de elementos de vetores, você provavelmente não terá esse problema, desde que seja salvo de forma correta como por exemplo, EPS, AI ou PDF.

Sangria, Caimento e margem de segurança

Para desenvolver artes que estejam prontas para impressão em uma gráfica, é necessário que se observe três importantes detalhes.

Sangria: Sempre que a sua arte se estender até a borda de um documento, você deve criar uma área de sangria de forma que seu trabalho não tenha cortes irregulares nas bordas, deixando linhas e margens brancas. Portanto, sua arte deve estender cerca de 5mm além da área real do seu documento. Desta forma você assegura que a arte principal que deve ser impressa não seja “comida”.

Caimento: Esta é uma simples linha que mostra onde seu documento será cortado. Esta linha deve ser marcada dentro da margem de sangria.

Margem de segurança: a margem de segurança é adicionada dentro da linha anterior. Toda sua arte e textos denvem estar dentro desta margem de segurança para assegurar que nada relevante no seu documento será
cortado.


RGB e CMYK

Levando em consideração que você está desenvolvendo seu trabalho para impressão em gráficas, sua arte deve ser criada em CMYK (ciano, magenta, amarelo e preto). Isso ocorre porque as impressoras de gráfica têm mais CMYK para imprimir sua arte. Se você converter uma imagem RGB para CMYK podemos notar que um monte de cores tornam-se opacas, pois o CMYK não consegue ter a mesma qualidade de cores do RGB.

Conclusão… uma aspirina a menos.

Muitas gráficas apenas mandam fazer a impressão e não se importam com o conteúdo de sua arte. Se você descobrir isso depois, no papel, vai perceber que muitas irão querer cobrar para imprimi-los novamente.

Mesmo para os mais experientes, trabalhar com impressões em gráficas pode trazer alguma dor de cabeça. Esperamos que, com esse artigo, essas dificuldades e inúmeros retrabalhos diminuam em suas próximas impressões.

Os designers multi-funcionais estão matando o mercado

É algo polêmico a se falar, pois hoje em dia muitas empresas preferem contratar um designer que seja programador e pagar um só salário do que ter que contratar um designer e um programador, totalizando dois salários. Mas se os designers multi-funcionais (e as empresas!) não se espertarem, logo logo o mercado morre.

Mercado

A maioria dos e-mails que recebo são pedidos de ajuda em trabalhos escolares, pedidos de avaliação de artes digitais e pessoas corrigindo meu português falho. Ocasionalmente recebo um e-mail interessante que me faz parar e pensar.

Um leitor do Design Blog, Joel Gouveia, foi o autor de um destes e-mails. Resumidamente, ele escreveu:

Fazendo analogia com aplicativos e tb uma analise de mercado – os programadores estão dominando. Será q amanhã, que já é hoje, terei q aprender tb java e objective c para me manter respirando no mercado? Será q não devo me tornar um programador q tem (por coincidência) habilitação visual para poder sobreviver?

É um assunto complicado e impossível de chegar a uma conclusão concreta. O mundo está constantemente mudando e o design não ficará fora disto.

Empresas possuem impressoras multi-funcionais que fazem cópia, escaneiam, enviam direto por e-mail e muitas vezes também imprimem. Estas empresas dão smartphones aos seus funcionários para que eles possam verificar o e-mail no final de semana, acessar a intranet da empresa, enviar SMS informando aos seus colegas sobre a reunião de emergência…ah, e que fazem ligações também.

Os donos de empresas acabam pensando “Se meu celular pode ser multi-funcional, por que meu funcionário não pode ser também?“. Aí que entra o designer que é programador, arte finalista, técnico de informática, illustrador e fazedor de café. Esse é o futuro do design gráfico?

multifuncional

Você é isto?

Eu sempre defendi o diferencial, e sei que é algo muito importante para o mercado. O designer que é expert em usabilidade naturalmente será melhor na área de usabilidade que o designer que é expert em impressos. Eu sou um designer que sabe programar em PHP e sou expert em WordPress – esse é o meu diferencial. Mas será que o mercado está mudando a ponto que preciso ser também o cara em usabilidade, acessibilidade, interface de usuário, impressos, programação Phyton, ASP.net, e que sabe criar aplicativos para iPhone, Android eBlackberry?

As empresas dizem “sim”. Eu digo…bom, já chego lá.

É inegável dizer que quanto mais você souber, maior será sua área de atuação e maior as chances de ser contratado por diferentes ramos. É a lógica. Mas isto não quer dizer que você será um expert em todas estas áreas. Basta ver 5 minutos de um programa da Discovery Channel. Você não vai ver uma entrevista com um expert na área de astronomia, astrofísica, física quântica e física teórica. A pessoa vai ser expert em uma só área.

Acontece que quando você é expert em uma área, você já toma um tempo X do seu dia para ficar informado sobre aquele assunto. Se você também é um profissional renomeado de outra área, você vai tomar um tempo Y para estudar sobre aquilo. Eventualmente você será nada mais que um expert em conhecimento e não terá tempo para trabalhar de verdade.

O Joel continua:

Vim do gráfico e hoje também estou na web com meu xhtml/css da vida. E já vi diversos amigos perderem vagas por que não sabem nada de web. E há coisas absurdas. Já vi vaga em que o empregador queria um gráfico/web/programador (php, banco de dados, etc) tudo por 1 salário mínimo. E o tempo que o cara levou para aprender nem é considerado.

Ou seja, as empresas preferem um funcionário multi-funcional. Ok. Mas você conhece uma impressora multi-funcional que faz tudo perfeitamente bem? Imprime, copia, manda fax e é wireless sem problema algum? Sempre existe algo em uma destas máquinas onde ela peca na qualidade ou na facilidade. E quando é algo que faz tudo isto e ainda gasta pouca tinta, ela é absurdamente cara. Por que na nossa profissão não seria diferente?

A resposta é simples: os profissionais medíocres que se vendem como experts. Eu já conheci programadores ótimos que são péssimos designers, assim como designers que desenham um site lindo mas cujo o CSS seja mediano. Eu sei que meu PHP ainda é aceitável, mas longe de ser algo que alguém que passou a vida inteira apenas estudando isto saberia.

No entanto, dizer que toda empresa prefere funcionários multi-funcionais é um erro. Basta olhar as gigantes do mercado. O Jonathan Ive da Apple é um excelente designer industrial, mas não é lá um designer gráfico ou web designer muito bom. O Everaldo Coelho é um designer visual do c#$%@, mas não conseguiria programar um aplicativo para iPhone. E por que eles são incríveis nas áreas deles? Por que eles passam tempo estudando aquilo que eles fazem bem.

O Joel termina com duas perguntas:

Teremos sempre que correr atrás e acabar virando um faz tudo? Será que é mais interessante virar um ________ (preencha com o que lhe vier à mente) com habilitação visual?

Minha resposta: não e não. Se virarmos um faz-tudo, a qualidade do nosso trabalho vai invariavelmente cair. Você não pode ser um expert em várias áreas sem 1) enlouquecer ou 2) virar um expert em conhecimento. O mercado que não reconhece isto vai continuar contratando profissionais medíocres ou medianos que podem até fazer mil coisas, mas não fazem mil coisas bem feitas. A qualidade do trabalho vai decair e o mercado do design vai por água abaixo.

Mercado

O mercado tá ali...

Minha dica final é: se você é um designer e faz programação, cobre de acordo. São duas profissões, então valem pelo menos (pelo menos!) dois salários mínimos. Se uma empresa se recusa a contratar você por este valor, esqueça ela. Eu não trabalharia em um navio que não tem coletes salva-vidas e que vai navegar por mares bravos com uma tripulação despreparada. Deixe aquela empresa afundar sozinha.

Qual a sua opinião? Você acha certo as empresas quererem funcionários que fazem tudo e pagam pouco? Você acha que o designer que não for expert em várias áreas vai ter sucesso na vida?