sábado, 26 de fevereiro de 2011

Cores na impressão offset

E agora continuando nossa série de dicas, vamos falar sobre algo que tem dado muito retrabalho para quem trabalha com gráficas e pode mudar muito no resultado final do seu trabalho. A reprodução das cores. Isto. A diferença entre as cores que desejamos e as cores que estão em nossos impressos. Então abaixo segue 10 dicas para ajudar você a não ter mais este problema.

cores.jpg

1 – Ajustes de cores e perfis.

Todos que trabalhamos com design já temos alguns softwares que utilizamos para criar os trabalhos. Seja um para desenho, outro para edição de imagens e outro para finalização. Mas é importante que todos tenham a mesma configuração na suas cores. Se não já começaremos a ter diferença das cores entre os próprios softwares. Existe um site chamado www.eci.org que tem os melhores perfis para impressão. Mas você já pode ligar para sua gráfica e verificar qual o perfil de impressão utilizado. Assim você configura certinho em seus softwares.



2 – Visualização adequada no monitor

Aquilo que se vê no monitor deve se aproxima, em valor corimétricos, aos valoes contidos no arquivo digital sendo observado. Vamos considerar que você faça seu trabalho em um único monitor. Isso facilita. Agora se utiliza vários é importante observar se existe alguma diferença. Seja um monitor CRT ou LCD, exige configuração de cores. E este processo deve ser revisto uma vez por mês. Afinal existem muitas coisas que alteram a cor de um monitor.



3 – Conferindo as cores

Existe um problema na conferência das cores em sua prova final. Conhecido como metamerismo. Esse nome complicado e com definição mais complicada ainda pelo dicionário, é a sensação de visualizarmos duas cores em um ambiente e acharmos as cores iguais e observamos em outro ambiente e acharmos as cores diferentes. O metamerismo é capacidade do aspectral de cores ser igual independente do ambiente. Por isto a importância da iluminação padronizada. A iluminação em cabines de visualização é neutra e adequada para correta observação e aprovação de trabalhos.

4 – Visualizando as mesmas cores.

Todos sabemos que as cores são um fenômeno que depende muitíssimo das condições de iluminação e do ambiente circunstante. Sempre importante utilizar cabines de visualização ou um local com paredes neutras, cores em cinza e luz indireta do sol. Lembrando de comparar as provas impressas com o monitor para poder fazer possíveis ajustes.

5 – O efeito adjacente

O ambiente em que avaliamos as cores de um trabalho pode influenciar no resultado final do trabalho. Porque podemos ter uma percepção errada da cor. Isso é chamado de efeito adjacente. E justificam a importância de termos cores neutras em áreas ao redor das mesas e locais de avaliação de provas e impressos.

6 – Material adequado para cada trabalho

Existem vários tipos de papel. Isso muda e muito o trabalho final. Se você utilizar um papel com maior ou menor absorção. Para obter bons resultados, procure utilizar papéis sem bloqueadores óticos, ou seja, os papéis devem ser levemente “amarelados”. Isso garante uma consistência entre os resultados visualizados.

7-Padrões de tinta.

Já que falamos dos tipos de papel, agora temos que nos preocupar com o tipo de tinta. Existem normas que controlam o resultado de sua sobreimpressão e das cores terciárias. A norma ISO 2846-1 é aquela que define os padrões de cor e transparência das tintas offset. Confirme com sua gráfica se ela utiliza tintas dentro desse padrão. Também verifique se a sequencia é CMYK ou KCMY. Outras sequências devem ser evitadas.

8 – Cores especiais

Existem muitas razões para se utilizar cores especiais em um trabalho impresso. Para manter a cor de uma marca, preservar sua identidade ou algum motivo especial do impresso. Também temos as tintas metálicas, assim como os pantones. Por isso ao utilizar cores especiais certifique de configurar as cores no seu software de criação, como seu valores lab.

9 – Utilizando CMYK

Devemos tomar cuidado para trabalharmos sempre com CMYK quando o trabalho final for impresso. Pois se deixarmos para ser feita a conversão de RGB para CMYK pelo próprio software poderemos perder qualidade.

10- Padronizar as terminologias.

No mercado gráfico existem muitas palavras que são do meio e que tem um significado diferente para cada pessoa. Os termos como “sujo”, “lavado”, “muito quente” podem ter significados diferentes para cada pessoa. Por isso tente alinhar a comunicação entre as partes para garantir um trabalho de qualidade e com pouca dor de cabeça.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Promoção! Fiquem ligados...

Para a semana próxima haverá promoção de 15% nos cartões para pagamento à vista.

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Como fazer uma arte para impressão em gráfica?

Tendo em vista as dificuldades já passadas em diversos tipos de trabalhos gráficos feitos por nós, disponibilizamos algums dicas de como certas dores de cabeças podem ser evitadas.

Quando desenvolvemos alguma arte para web, geralmente suas imagens estão com 72 dpi, que é o padrão para a resolução da tela. Para muitas impressões, você irá precisar de 4x mais do que essa resolução: 300dpi.

Se você tenta imprimir seus arquivos gráficos com 72 dpi vai acabar tento como resultado, imagens embaçadas e sem qualidade no papel. Certamente não é isso que você quer nem para você e nem mesmo para seu cliente.

Se seu design foi feito com 100% de elementos de vetores, você provavelmente não terá esse problema, desde que seja salvo de forma correta como por exemplo, EPS, AI ou PDF.

Sangria, Caimento e margem de segurança

Para desenvolver artes que estejam prontas para impressão em uma gráfica, é necessário que se observe três importantes detalhes.

Sangria: Sempre que a sua arte se estender até a borda de um documento, você deve criar uma área de sangria de forma que seu trabalho não tenha cortes irregulares nas bordas, deixando linhas e margens brancas. Portanto, sua arte deve estender cerca de 5mm além da área real do seu documento. Desta forma você assegura que a arte principal que deve ser impressa não seja “comida”.

Caimento: Esta é uma simples linha que mostra onde seu documento será cortado. Esta linha deve ser marcada dentro da margem de sangria.

Margem de segurança: a margem de segurança é adicionada dentro da linha anterior. Toda sua arte e textos denvem estar dentro desta margem de segurança para assegurar que nada relevante no seu documento será
cortado.


RGB e CMYK

Levando em consideração que você está desenvolvendo seu trabalho para impressão em gráficas, sua arte deve ser criada em CMYK (ciano, magenta, amarelo e preto). Isso ocorre porque as impressoras de gráfica têm mais CMYK para imprimir sua arte. Se você converter uma imagem RGB para CMYK podemos notar que um monte de cores tornam-se opacas, pois o CMYK não consegue ter a mesma qualidade de cores do RGB.

Conclusão… uma aspirina a menos.

Muitas gráficas apenas mandam fazer a impressão e não se importam com o conteúdo de sua arte. Se você descobrir isso depois, no papel, vai perceber que muitas irão querer cobrar para imprimi-los novamente.

Mesmo para os mais experientes, trabalhar com impressões em gráficas pode trazer alguma dor de cabeça. Esperamos que, com esse artigo, essas dificuldades e inúmeros retrabalhos diminuam em suas próximas impressões.

Os designers multi-funcionais estão matando o mercado

É algo polêmico a se falar, pois hoje em dia muitas empresas preferem contratar um designer que seja programador e pagar um só salário do que ter que contratar um designer e um programador, totalizando dois salários. Mas se os designers multi-funcionais (e as empresas!) não se espertarem, logo logo o mercado morre.

Mercado

A maioria dos e-mails que recebo são pedidos de ajuda em trabalhos escolares, pedidos de avaliação de artes digitais e pessoas corrigindo meu português falho. Ocasionalmente recebo um e-mail interessante que me faz parar e pensar.

Um leitor do Design Blog, Joel Gouveia, foi o autor de um destes e-mails. Resumidamente, ele escreveu:

Fazendo analogia com aplicativos e tb uma analise de mercado – os programadores estão dominando. Será q amanhã, que já é hoje, terei q aprender tb java e objective c para me manter respirando no mercado? Será q não devo me tornar um programador q tem (por coincidência) habilitação visual para poder sobreviver?

É um assunto complicado e impossível de chegar a uma conclusão concreta. O mundo está constantemente mudando e o design não ficará fora disto.

Empresas possuem impressoras multi-funcionais que fazem cópia, escaneiam, enviam direto por e-mail e muitas vezes também imprimem. Estas empresas dão smartphones aos seus funcionários para que eles possam verificar o e-mail no final de semana, acessar a intranet da empresa, enviar SMS informando aos seus colegas sobre a reunião de emergência…ah, e que fazem ligações também.

Os donos de empresas acabam pensando “Se meu celular pode ser multi-funcional, por que meu funcionário não pode ser também?“. Aí que entra o designer que é programador, arte finalista, técnico de informática, illustrador e fazedor de café. Esse é o futuro do design gráfico?

multifuncional

Você é isto?

Eu sempre defendi o diferencial, e sei que é algo muito importante para o mercado. O designer que é expert em usabilidade naturalmente será melhor na área de usabilidade que o designer que é expert em impressos. Eu sou um designer que sabe programar em PHP e sou expert em WordPress – esse é o meu diferencial. Mas será que o mercado está mudando a ponto que preciso ser também o cara em usabilidade, acessibilidade, interface de usuário, impressos, programação Phyton, ASP.net, e que sabe criar aplicativos para iPhone, Android eBlackberry?

As empresas dizem “sim”. Eu digo…bom, já chego lá.

É inegável dizer que quanto mais você souber, maior será sua área de atuação e maior as chances de ser contratado por diferentes ramos. É a lógica. Mas isto não quer dizer que você será um expert em todas estas áreas. Basta ver 5 minutos de um programa da Discovery Channel. Você não vai ver uma entrevista com um expert na área de astronomia, astrofísica, física quântica e física teórica. A pessoa vai ser expert em uma só área.

Acontece que quando você é expert em uma área, você já toma um tempo X do seu dia para ficar informado sobre aquele assunto. Se você também é um profissional renomeado de outra área, você vai tomar um tempo Y para estudar sobre aquilo. Eventualmente você será nada mais que um expert em conhecimento e não terá tempo para trabalhar de verdade.

O Joel continua:

Vim do gráfico e hoje também estou na web com meu xhtml/css da vida. E já vi diversos amigos perderem vagas por que não sabem nada de web. E há coisas absurdas. Já vi vaga em que o empregador queria um gráfico/web/programador (php, banco de dados, etc) tudo por 1 salário mínimo. E o tempo que o cara levou para aprender nem é considerado.

Ou seja, as empresas preferem um funcionário multi-funcional. Ok. Mas você conhece uma impressora multi-funcional que faz tudo perfeitamente bem? Imprime, copia, manda fax e é wireless sem problema algum? Sempre existe algo em uma destas máquinas onde ela peca na qualidade ou na facilidade. E quando é algo que faz tudo isto e ainda gasta pouca tinta, ela é absurdamente cara. Por que na nossa profissão não seria diferente?

A resposta é simples: os profissionais medíocres que se vendem como experts. Eu já conheci programadores ótimos que são péssimos designers, assim como designers que desenham um site lindo mas cujo o CSS seja mediano. Eu sei que meu PHP ainda é aceitável, mas longe de ser algo que alguém que passou a vida inteira apenas estudando isto saberia.

No entanto, dizer que toda empresa prefere funcionários multi-funcionais é um erro. Basta olhar as gigantes do mercado. O Jonathan Ive da Apple é um excelente designer industrial, mas não é lá um designer gráfico ou web designer muito bom. O Everaldo Coelho é um designer visual do c#$%@, mas não conseguiria programar um aplicativo para iPhone. E por que eles são incríveis nas áreas deles? Por que eles passam tempo estudando aquilo que eles fazem bem.

O Joel termina com duas perguntas:

Teremos sempre que correr atrás e acabar virando um faz tudo? Será que é mais interessante virar um ________ (preencha com o que lhe vier à mente) com habilitação visual?

Minha resposta: não e não. Se virarmos um faz-tudo, a qualidade do nosso trabalho vai invariavelmente cair. Você não pode ser um expert em várias áreas sem 1) enlouquecer ou 2) virar um expert em conhecimento. O mercado que não reconhece isto vai continuar contratando profissionais medíocres ou medianos que podem até fazer mil coisas, mas não fazem mil coisas bem feitas. A qualidade do trabalho vai decair e o mercado do design vai por água abaixo.

Mercado

O mercado tá ali...

Minha dica final é: se você é um designer e faz programação, cobre de acordo. São duas profissões, então valem pelo menos (pelo menos!) dois salários mínimos. Se uma empresa se recusa a contratar você por este valor, esqueça ela. Eu não trabalharia em um navio que não tem coletes salva-vidas e que vai navegar por mares bravos com uma tripulação despreparada. Deixe aquela empresa afundar sozinha.

Qual a sua opinião? Você acha certo as empresas quererem funcionários que fazem tudo e pagam pouco? Você acha que o designer que não for expert em várias áreas vai ter sucesso na vida?

Quando usar "design" e "designer"?

Me surpreende a quantidade de “designers” que dizem que são “design”. Ou os “web design” que fazem “web designer”. Eis um gráfico simples para aprenderem de vez a diferença. Imprimam e colem na sua mesa.

Diferença entre design e designer



Como contratar um designer?

Recebi uma ótima sugestão de post de um leitor do blog, e é uma pergunta que ninguém responde direito: como devo contratar um designer? O que devo fazer, quais os cuidados que tenho que tomar e como saber se ele é bom?

Como contratar um designer?

Não é algo fácil de responder sem puxar a sardinha pro lado do designer, mas vou tentar ser o mais neutro possível.

Como identificar um designer profissional?

Designer é um bicho chato cheio de mimimi, mas isso não quer dizer que ele não age (ou não deveria agir) profissionalmente.

E-mails escritos de forma correta, sem abreviações e com pontuação adequada são um indício que o designer já trabalhou com clientes. Mesmo quando um cliente envia um e-mail sem pontuação, tudo em caixa alta e cheio de “vcs” e “tb”, o designer profissional responde de forma clara e correta. Clientes, se o designer começou o e-mail com “oi td bem blz cmg tah td ok axo q vams trab mto bem juntox”, FUJA. Ou ele não completou o ensino médio, ou ele nunca escreveu na vida.

Designer que não tem portfólio é como fotógrafo que não tem câmera. Nem que seja um portfólio no Deviantart ou no Blogspot, mas precisa ter um. E o portfólio nem precisa ter centenas de trabalhos para empresas grandes – se o designer for iniciante, ele provavelmente terá muito trabalho da faculdade ou projetos pessoais, isso não necessariamente diminui a qualidade do trabalho dele.

Como contratar um designer?

Nem todo designer recém-formado ou novo no mercado de trabalho freelancer é ruim ou inexperiente. Um designer pode ter feito os 4 anos de faculdade e trabalhado por algum tempo em uma empresa que não permitiu incluir os trabalhos lá desenvolvidos em seu portfólio, então peça referências ou trabalhos passados (mesmo que ele tenha feito em conjunto com outros profissionais).

“Designer” de 15 anos de idade nem sempre é designer. Tem muito jovem por aí que se intitula “designer” mas só sabe faze arte digital no Photoshop. Signs de fóruns e foto-montagens não é design. Se você procura alguém pra desenhar algo bonito ou recortar o fundo da sua foto e colocar uma imagem de praia, você não precisa de um designer. Já se você quer montar um site, criar uma identidade visual ou até mesmo um cartão de visitascontrate um designer de verdade.

Só por que ele se veste de forma esquisita, não quer dizer que ele seja ruim. Pelo menos, nem sempre. Sim, o ideal são os profissionais que se vestem de acordo com seus clientes – você não vai de terno e gravata a uma reunião com uma empresa que faz skates, e também não vai de calça rasgada e camiseta de banda a uma reunião com gerentes de um banco. Como falei, designer é um bicho chato e muitas vezes ele quer mostrar que é designer se vestindo de forma diferente. Não se deixe enganar pelas aparências – conheci muitos designers incríveis que não usam sempre um terninho pro trabalho.

O designer cobra R$ 100 por um logo, ou R$ 300 por um site? Fuja. Pode até parecer que R$ 100 por um logo já é bastante, mas acredite: não é. Um logo profissional está em média dos R$ 1.500 a R$ 5.000 para mais e não é a toa também; o logo você vai ter para sempre, vai imprimir em centenas de lugares e usar milhares de vezes. Sem contar que você vai usar em tamanhos diferentes, cores diferentes e lugares diferentes. O designer precisa ter isto em mente quando ele cria algo, pois o logo precisa ficar compreensível em um tamanho minúsculo, em uma cor só e em fundos de cores diferentes. Não é um trabalho fácil e não dá pra ser feito em 15 minutos – se o designer que você contratar disser o contrário, pode ter certeza que esse barato vai sair caro para você no futuro.

Designer de verdade vai discutir, dissecar e muitas vezes contrariar sua opinião. Ele não faz isto por que acha que tem sempre razão, mas por que ele tem razões científicas pra isso. É perfeitamente normal o cliente não gostar das cores de um site, mas muitas vezes o cliente não pensa no usuário final (que é uma coisa que o designer tem que fazer). Um site para meninas adolescentes, por exemplo, não pode ter cores frias e sérias mesmo se o cliente gostar disto. O designer vai contrariar sua opinião e oferecer alternativas ou motivos pelo qual ele escolheu as cores alegres que o cliente não gostou.

Se o designer fizer todas as alterações sem reclamar ou contrariar, é por que ele está querendo agradar seu cliente e não se importa com o público-alvo. O verdadeiro objetivo do designer não é puxar saco de ninguém; é fazer algo funcional. Claro que se o cliente é o público-alvo, é outra história. Mas se atente a designers que fazem qualquer alteração que você pedir sem discordar de nada.

Essas são as melhores formas de descobrir se o designer é bom. Se ele fugir muito disto, desconfie.

O designer vai dar conta do trabalho?

Vamos supor que o designer te enviou um orçamento em um valor considerável. Você não vai pagar este dinheiro sem saber se ele vai dar conta e criar o que você pediu. Como se proteger?

Exija um contrato. Designer que não tem contrato não se protege e não protege ao cliente. E, por favor, leia o contrato com atenção. Se você tiver alguma dúvida, pergunte ao designer.

Como escolher um designer?

Descubra quantas refações você tem direito a ter antes de iniciar o projeto. Se o designer prometer refações ilimitadas inclusas no preço, ele provavelmente vai fazer muita besteira ou não vai criar algo profissional. Aquele projeto que fica indo e voltando com o cliente sempre pedindo alterações gera um custo ao designer – a final de contas, o tempo do designer custa dinheiro, e quanto mais tempo é gasto em um projeto maior é o valor que o designer deve receber. Pessoalmente, ofereço até no máximo uma refação (ou seja, um projeto inicial e uma alteração caso o cliente não goste – se mesmo assim não deu certo, recalculo o valor).

Cuidado com prazos irreais. Não dá pra criar um site em 5 dias ou um logo em 2. Ok, talvez até dê, mas o designer terá que trabalhar até tarde (hora extra) e vai cobrar rush fee por isso. Ou seja, o projeto vai ficar mais caro. Projetos, por mais simples que pareçam ser, podem demorar de 15 a 60 dias. Um site completo – design, estrutura e programação – não demora menos de 20 dias.

Verifique se o contrato tem alguma cláusula de rescisão. E veja se isto te protege também. Caso o designer estoure o prazo de entrega sem deixar avisado o motivo, você deve poder cancelar o contrato sem uma multa. Vale a pena notar que o designer pode estourar o prazo por culpa do cliente – demora em aprovar, demora em retornar com informações importantes, etc.

E é por isso que o designer deve informar o cronograma. O cronograma serve para ambos, designer e cliente, seguirem. Eu separo meu cronograma em partes: por exemplo, após 5 dias do contato inicial, o cliente deve ter enviado o briefing, assinado o contrato e ter repassado todas as informações necessárias (endereço FTP do site, etc). Em até 15 dias, envio o primeiro esboço e só depois de aprovado que entrego o projeto final em até 30 dias.

O cronograma não deve conter datas específica (“dia 8 de dezembro: início do projeto. Dia 24 de dezembro, entrega do primeiro esboço”) pois se o cliente demorar em retornar com aprovações ou alterações isto pode estourar o cronograma do designer e prejudicar ambos. O ideal mesmo é utilizar a contagem de dias após cada passo como mencionei no meu exemplo acima.

Como devo pagar um designer?

Cada designer tem seu próprio meio de receber. A grande maioria trabalha com depósitos em conta corrente, cheque ou dinheiro. Alguns trabalham com sistemas de pagamento online, como o PagSeguro. A forma de pagamento sempre pode ser discutida.

Como escolher um designer?

Quanto as parcelas, não são todos os designer que pedem o valor a vista no início – exceto quando o projeto é pequeno ou quando o prazo requerido é abaixo do prazo ideal (o chamadorush fee). A maioria dos designers divide em etapas: um valor inicial, um valor na metade do projeto e um valor no final. Tudo isto precisa estar no contrato.

Como evitar que o designer fuja com meu dinheiro?

Contrato. Verifique se o designer informa endereço, telefone, CPF e RG. Se você sentir-se muito inseguro, você ainda pode rodar o CPF dele para ver se existem pendências – existem empresas que fazem isto.

Outra maneira é pedir referências ao designer. Entre em contato com estas referências e pergunte o que acharam do trabalho dele. Você também pode fazer uma busca no Google pelo nome, e-mail ou outros dados pessoais dele.

Não gostei do trabalho do designer. Como devo proceder?

Se o trabalho simplesmente não fluiu, talvez seja melhor pedir a rescisão do contrato (não teve contrato? Aí você tem um problema). Tente negociar com ele, mas nunca peça o valor integral pago de volta – ainda mais se o designer mostrou que trabalhou no projeto. Já tive clientes que não gostaram do esboço ou da refação e não quiseram seguir adiante. Como investi tempo (e consequentemente, dinheiro), falei que poderíamos cancelar o contrato sem pagamento de mais nada além do que já tinha sido pago – neste caso, uma parcela de entrada. Assim, o valor pelo menos pagou meus custos adicionais.

Procure sempre ter um diálogo com o designer e evite a agressividade ou ameaças – do mesmo jeito que ele deve evitar isto também. Se o diálogo não funcionar, talvez esteja na hora de contratar um advogado. Mas lembre-se: se o designer provou que seguiu o contrato e tem provas de que você – de acordo com o contrato – não tem razão, isto pode gerar um problema.

Tenho outras dúvidas sobre como contratar um designer

Deixe um comentário abaixo. Mas observe o seguinte:

  • Eu não sou advogado. Problemas judiciais devem ser resolvidos com um, então não adianta perguntar como processar um designer.
  • Caso tenha tido uma má experiência com um designer, evite de informar os dados pessoais dele aqui. Afim de proteger este blog de processos por difamação, comentários difamatórios serão moderados.
  • Eu não conheço todos os designers ou escritórios do universo. Não adianta perguntar se o designer João é confiável ou não.

Como escolher sua impressora?

Impressora é algo que todo designer gráfico deve ter, mesmo se suas impressões finais forem feitos numa gráfica. A impressora serve para fazer testes, ver se a cor vai ficar legal e poder mostrar ao cliente antes de mandar fazer mil cópias. Mas, qual impressora um designer gráfico deve ter?

Jato de tinta versus impressão laser

Impressoras jato de tinta soltam pequenos jatos de tinta (pasme!) no papel, o que faz com quea resolução seja menor do que impressoras a laser. Essas, por sua vez, usam lasers para carregar um cilindro com eletricidade, fazendo com que ele atraia um pigmento em pó (toner) que por sua vez é transferido para o papel.

No entanto, impressoras a laser coloridas são mais caras que jato de tinta. O custo-benefício pende pro lado das impressoras jato de tinta para impressões de fotos grandes, gráficos e banners.

Mas pra decidir qual impressora é a melhor pra você, é necessário levar algumas coisas em consideração:

Impressoras laser são mais rápidas para imprimir, tornando a necessidade da impressão de grandes volumes de texto um processo mais rápido. Por conta do toner mais barato, é uma impressora recomendada mais para escritórios que fazem muitas impressoras (geralmente em preto apenas), pois o laser consegue fazer muito mais impressões antes da necessidade de trocar o cartucho do toner. Vale notar que, embora eu diga que o toner é mais barato, ele pode custar de R$ 100 a R$ 300 por toner – no entanto, ele dura muito mais que os cartuchos de tinta e imprimem mais folhas.

Para o designer gráfico, pode compensar mais uma impressora jato de tinta – especialmente quando o designer não vai usar a impressora para imprimir 500 folhetos, fotos ou gráficos coloridos. Como explicado, cada cor de toner pode variar de R$ 100 a R$ 300 fazendo com que impressões em pouco volume se tornem caras com uma impressora laser. Além disto, impressoras jato de tinta são mais baratas no geral.

E quanto aos multi-funcionais?

Aí depende. Pessoalmente, eu não uso impressora (meu foco nos últimos dois anos tem sido 100% web design), mas um scanner seria de utilidade. Uma multi-funcional pode ser mais barata do que uma impressora, um scanner, um fax, etc comprados separadamente. As multi-funcionais mais bem faladas do mercado são HP, Epson e Canon. No entanto, recomendo você mesmo pesquisar qual a melhor impressora para as suas necessidades.

Ao comprar, verifique também se há garantia ou se oferecem seu dinheiro de volta caso não goste do aparelho. Algumas marcas fazem isto, outras não.

Outras dicas ao comprar uma impressora:

Se for jato de tinta, verifique antes quanto custa cada cartucho de tinta. Algumas impressoras atuais permitem que você compre cada cartucho separadamente (cyano, magenta, amarelo e preto), outras já vem juntas – ou seja, quando acaba o preto, você precisa jogar todas as outras cores fora (que podem estar cheias ainda) para poder substituir aquela uma cor. E tem ainda as impressoras que não imprimem caso você não tenha todas as cores – mesmo se sua impressão não necessitar delas. Eu tinha uma Epson antiga que, se o amarelo acabasse e eu quisesse imprimir algo inteiramente em preto, tinha que comprar o maldito cartucho amarelo antes.

Caso seja uma impressora a laser, verifique também o valor do toner. Pode parecer mais caro, mas ele geralmente consegue imprimir muito mais páginas do que um jato de tinta antes que você precise trocá-lo.